Uma pessoa bilionária precisa ter um chefe?

No mundo atual existem muitos exemplos de empresários de sucessos, com muito dinheiro e que logo ficam mesmo bilionários! Só que o que pouca gente nota é que para isso acontecer, em boa parte das vezes, eles precisam de algo a mais…

Será que é preciso ter um chefe para conseguir esse sucesso? Aliás, que tipo de chefe estamos falando? Descubra algumas coisas que a gente não está acostumado a observar no mundo dos negócios lucrativos.

O exemplo da vida real

Há 35 anos, Jimmy John Liautaud, abriu o Jimmy John’s, uma lanchonete. O que talvez ele não imaginava é que 3 décadas depois conseguiria ter um faturamento de 2 bilhões em mais de 2,8 mil estabelecimentos.

Porém, quem comanda todo esse sucesso não é a pessoa que dá o nome a empresa, mas sim a Roark Capital, uma empresa com sede em Atlanta que comprou a maior parte do negócio em 2016.

E na época, pagou cerca de 3 bilhões de dólares, com Jimmy John Liautaud mantendo 35% dos diretos.

Liautaud era quem tomava as decisões, mas agora passou a ser o responsável pelos alimentos e cultura, mesmo sendo o presidente do conselho. A Roark tem mais poderes, optando inclusive por ouvir ele ou não.

A história e como tudo aconteceu

Mesmo com todo o sucesso, a vida do empresário nem sempre foi essa maravilha, inclusive ele relembrou que passou por momentos difíceis dos 8 aos 12 anos, quando os pais não acertaram a mão nos negócios.

Segundo Liautaud, o início de sua vida foi um verdadeiro fracasso, com ele se formando em penúltimo na sua turma do ensino médio.

Após se formar, o seu pai deu 25 mil dólares a ele para que pudesse abrir um próprio negócio, com a única condição de se alistar no exército em até 1 ano.

O primeiro negócio de Liautaud

A sua ideia inicial era de uma barraquinha de cachorros quentes, mas como tudo era muito caro, optou pela Jimmy John’s, que estrategicamente foi localizada perto das universidades Eastern Illinois, sendo ele dono de 52% e o pai de 48% da empresa.

O primeiro público alvo da empresa foi justamente os estudantes, com Jimmy fazendo entregas nos dormitórios, cobrando US$ 0,25 de taxa. Ele trabalhava em média 18 horas por dia e foi aprendendo sobre o mundo das finanças.

Após o primeiro ano, o faturamento da empresa foi de 154 mil dólares, chegando a 40 mil dólares de lucro, na qual dividiu com o seu pai. No ano seguinte, ele conseguiu ainda mais dinheiro e comprou a parte do seu pai.

Além de pagar os 25 mil dólares que recebeu inicialmente, além de alguns juros.

A segunda loja de Liautaud

Em 1986, ele resolveu abrir uma segunda loja e assim começou a sua expansão.

8 anos depois, com 10 lojas, Liautaud passou a ter um lucro bruto de 1 milhão de dólares anualmente e então passou a começar a vender franquias, expandindo cada vez mais rápido.

Foi então em 2005 que Liautaud resolveu mudar e vender parte da sua empresa, sendo 28% por 130 milhões de dólares a Weston. Esse dinheiro foi investido, com a ideia de também viver de juros.

Passando mais 6 anos e com o negócio a todo vapor, Liautaud passou a ter muitas dificuldades para acompanhar todo o crescimento da empresa, já que em 2014 chegou a mais de 2 mil estabelecimentos.

O verdadeiro chefe

Com o seu parceiro também querendo vender ações, foi aí que entrou a Roark Capital na jogada, comprando a participação de Weston na empresa.

A lanchonete passou a figurar entre um dos maiores investimentos da Roark e, com isso, exigindo muita atenção.

Atualmente, os franqueados das Jimmy John’s são donos de 98% dos estabelecimentos e só em 2018, 148 novos estabelecimentos foram abertos.

Fato é que sem a parceria, um chefe ao lado, Liautaud não teria conseguido alcançar todo esse sucesso e hoje ser um bilionário.

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