3 motivos para acreditar nas tecnologias que deixam os freios dos automóveis mais eficientes

As montadoras de carros se preocupam cada vez mais com a qualidade de seus veículos, principalmente num mundo onde a tecnologia só avança e está cada vez mais presente em todos os cantos: na nossa casa, no trabalho, enquanto nos deslocamos de um lugar para o outro e por aí vai…

O fato é que os motores estão a cada dia que passa mais limpos e silenciosos e, por isso, outros sistemas dos automóveis merecem uma atenção maior das fábricas também. Afinal, os modelos devem trazer conforto, segurança, inovação, além de serem mais amigáveis ao meio ambiente.

Os freios dos carros

Vamos falar, então, dos freios. Nos veículos equipados com motores a combustão, os freios são responsáveis por 20% de todo o material particulado emitido – em outro vocabulário: poluição.

Nos modelos elétricos, a avaliação é que a participação desse sistema nas emissões chegue a 80%.

Mas que tipo de poluente é esse? O material que resulta do desgaste de discos e pastilhas são algumas partículas microscópicas (com cerca de 2,5 micrômetros), mas com alto poder. Elas são capazes de passar pelas nossas vias respiratórias e causar vários tipos de doenças.

Agora que a gente já sabe o que essas pequenas partículas causam. Que tal tentarmos achar uma solução para elas?

Algumas empresas estão no caminho com tecnologias que prometem melhorar a atual situação. Vamos mostrar dois tipos de discos e um de pastilha que conseguem manter a eficiência na hora de brecar e, ao mesmo tempo, diminuir a produção das emissões e dos ruídos também.

1 – Atrito

As pastilhas tem recebido tratamento superficial pela ZF, com o objetivo de reduzir o atrito durante as frenagens.

Os componentes TRW Cotec contam com a aplicação de silicato ao material de fricção. Isso permite assentar a pastilha de uma melhor forma ao disco. E assim, reduzindo o nível de ruído.

O bom é que essa pastilha pode ser colocada como peça de reposição comum, sem precisar fazer adaptações no sistema original do carro.

2 – Peso

Diminuir o peso dos carros é um jeito de combater as emissões de poluentes. É que isso alivia o esforço do motor e diminui o consumo do combustível.

Pensando nisso, a canadense Nucap Industries desenvolveu um disco de freio 40% mais leve que um convencional. Por exemplo, um disco sólido comum de um modelo de carro hatch compacto pesa cerca de 8kg. Então é só fazer as contas.

O disco da canadense tem duas faces de aço presas por um material leve. Os discos tradicionais são feitos de aço maciço (mais pesado).

3 – Desgaste

A Bosch garante: o iDisc emite 90% menos material particulado do que um disco convencional. Tem um segredinho da fábrica e ele está no tratamento do disco com carboneto de tungstênio. Esse material deixa a superfície do disco mais dura e não compromete a eficácia do sistema.

Pelo contrário: ele contribui para aumentar a capacidade de frear e reduz a ocorrência de fadiga, segundo informações da Bosch.

Então é isso: já pensou ter um carro bacana, com o design que você gosta, motor de última geração e ainda que ameniza os efeitos causadores de poluição?