Risco ligado às redes sociais: a depressão – é mais comum em meninas

Se tem uma coisa que cresce cada vez mais em todo o mundo é o uso das redes sociais. Todo mundo está ligado às redes o tempo todo. Afinal, quem hoje se imagina sem Facebook, WhatsApp, Instagram e outras ferramentas digitais?

Do outro lado da moeda, com o crescimento dessa forma diferente e inovadora de se comunicar, temos o surgimento de um assunto delicado e que deveria ser melhor explorado por todos: a saúde mental, especialmente, a depressão.

O uso dessas mídias sociais pode ser um grande problema para a nossa saúde mental pelo fato de favorecer o surgimento de muita ansiedade, o que gera posteriormente, a depressão.

E isso está comprovado em pesquisas e estudos. O fato é que acontece, principalmente, entre os adolescentes do sexo feminino, como ressalta um estudo do periódico Eclinical Medicine, realizado no Reino Unido. Entenda.

O risco maior é para meninas

De acordo com os dados obtidos no estudo, os homens sofrem “menos” com essa situação. Yvonne Kelly é autora da publicação e disse à imprensa algumas informações importantes que foram resultados do seu estudo.

Ela ressaltou que as garotas utilizam mais as mídias sociais. Mas, não todas. Algumas como o Instagram e o Snapchat. Isso é importante porque esses são aplicativos que, segundo ela, é mais baseado na aparência física!

Tanto é que usam imagens como fonte e padrão. Logo, acabam ditando mais a moda a ser seguida e impondo padrões de beleza na sociedade como um todo.

O tempo na rede

Ainda segundo a pesquisa, das meninas entrevistadas, 43,1% usam as redes sociais por mais de 3 horas por dia enquanto apenas 21,9% dos meninos ultrapassam esse número de navegação na rede.

A University College London, que fica localizado no Reino Unido, ainda fez um alerta aos adolescentes, onde avisa que quanto mais tempo eles passem utilizando as mídias sociais, conectados aos aplicativos pelo computador e Smartphones, maiores são as chances de desenvolver problemas de saúde mental.

Para chegar a essas conclusões, o estudo falou com quase 11 mil jovens, sendo 10.904 para ser mais exato. Todos os entrevistados nasceram entre os anos de 2000 e 2002 e moram no Reino Unido.

A pesquisa ainda buscou coletar informações sobre sintomas depressivos e manifestações após o uso de redes sociais, tudo registrado através de pontuações, sendo indicadas como baixas ou altas.

Risco da depressão

Nas pontuações mais altas para o risco de depressão, a pesquisa apontou que 50% das meninas tiveram um aumento enquanto os meninos tiveram 35%, sendo estes números entre os usuários de redes sociais por mais de 5 horas diárias.

Ainda segundo a pesquisa, entre os adolescentes que utilizam as redes de 3 a 5 horas por dia, 26% das meninas apresentam pontuações maiores para ter sintomas depressivos enquanto os meninos ficaram com 21%.

Também à imprensa, Anne Glowinski, pesquisadora da Universidade de Washington, localizada nos Estados Unidos, ficar online por um bom tempo e em grande frequência é considerado um fator grande para surgir a depressão.

Segundo ela, o fato das meninas terem mais tendência não a impressiona, pois as mesmas são mais vulneráveis a isso, sendo mais propensas aos riscos de ter transtornos mentais logo após a fase da puberdade.