Principais empresas por trás do compartilhamento de bicicletas e patinetes

O compartilhamento de bicicletas e patinetes se multiplicou nos últimos meses. Por isso, as empresas por trás desse negócio milionário estão recebendo grandes aportes do governo. Até mesmo a gigante Uber está pretendendo entrar nessa briga ainda esse ano.

Neste ano de 2019, as bicicletas e patinetes tomaram conta das calçadas e ciclovias em grandes capitais brasileiras. Embora uma pequena movimentação fosse notada em São Paulo e Rio de Janeiro, agora a coisa ficou mais séria.

Esse tipo de serviço vai crescer muito mais ainda. A Uber anunciou que pretende chegar com força total ao mercado brasileiro nesse segmento. Apesar de não ser seu foco principal, a Uber percebeu a crescente demanda por mobilidade humana mais rápida e acessível.

Principais empresas por trás do compartilhamento de bicicletas e patinetes
Principais empresas por trás do compartilhamento de bicicletas e patinetes

Essa briga promete ser boa e quem sai ganhando é o usuário. Enfim, foram levantadas 14 capitais no Brasil que já contam com o compartilhamento de bicicletas e patinetes. Dessas 14 capitais, 10 delas já possuem o serviço para patinetes elétricas.

Quais são as empresas por trás desse negócio?

Até o momento, esse negócio está sendo dominado no Brasil por 3 empresas principais: Grow, Yellow e a TemBici. A Grin é uma empresa especializada apenas em patinetes, aqueles verdes. A Yellow, possui as bicicletas sem “docas” que podem ser deixadas onde o usuário desejar. Possui também patinetes, aqueles amarelos.

Em terceiro lugar, temos a TemBici que opera com as bicicletas laranjas. Essas também podem ser deixadas em pontos específicos de parceiros como o Banco Itaú. No Rio de Janeio, a TemBici já possui patinetes elétricos em parceria com a Petrobrás.

Contudo, apesar da expansão, ainda é pouco tempo da presença desse negócio nas ruas para fornecermos informações detalhadas sobre o desempenho dessas empresas.

Grin e Yellow já anunciaram uma fusão pois pretendem aumentar ainda mais sua força dentro do mercado de micromobilidade brasileira. Essa fusão garantiu o terceiro lugar entre as maiores empresas desse segmento no mundo.

O compartilhamento de bicicletas e patinetes já é uma realidade

Umas das poucas a divulgar seus resultados, a TemBici está no mercado desde 2017 e divulgou que seu crescimento desde então subiu em 330% o número de corridas diárias.

Segundo porta voz da empresa, as bicicletas compartilhadas chegaram a 4 milhões de viagens nos 100 primeiros dias do ano. A empresa opera em 15 cidades do Brasil além de Buenos Aires, Argentina e Santiago no Chile.

Maurício Villar, cofundador da TemBici, afirma que as pessoas passaram a utilizar o sistema porque se sentiram mais confiantes. Para ele, esse novo modelo de mobilidade mudou muito os hábitos das pessoas. Reflexos são percebidos quando as pessoas passam a se exercitar mais, apesar de não perceberem.

Qual o custo desse negócio?

Obviamente, as empresas envolvidas não divulgam seus lucros nem os custos da operação, mas pela disputa de mercado já podemos imaginar. Essas são informações estratégicas para startups em crescimento. Porém, algumas informações como autonomia de bateria e custos são conhecidas.

Segundo as empresas Grin e Yellow as baterias dos patinetes tem uma autonomia para rodar 30km com uma velocidade média de 20km/h. Isso garante uma autonomia de 1h30 de funcionamento contínuo.

Segundo as empresas o custo com eletricidade para carregar uma patinete completamente é de R$0,06 por patinete. Entretanto, também existem custos com equipes de empresas autônomas. Essas equipes recebem de R$5,00 a R$7,00 para retirar e devolver os patinetes, dependendo dos pontos onde são deixados.

De qualquer forma, não se sabe ao certo, por quanto tempo um patinete pode permanecer nas ruas sem ser substituído. Em outras palavras, essa logística de custo x benefício ainda é um assunto guardado a sete chaves pelas empresas. Eles não querem mais concorrência tão cedo não é mesmo?!

Porém, descobrimos que uma pesquisa no portal Quartz teve acesso aos dados da cidade Louisville nos EUA. Essa cidade tem política de abertura de dados e divulgou que um patinete elétrico dura em média 28 dias na cidade.

Por outro lado, as bicicletas precisam de um cálculo diferente. O sistema de cobrança da Grow, por exemplo, varia muito de cidade para cidade. O custo de manutenção das bicicletas não é o mesmo dos patinetes. Só para ilustrar, TemBici trabalha com um sistema de assinaturas e seu valor está mais próximo da Netflix que sua concorrente Grow.

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