O que é a Revolução dos Direitos Humanos?

Desde as conferências de paz de Haia, que foi antes da Primeira Guerra Mundial, a Revolução Conservadora dos Direitos Humanos traça as origens do sistema europeu de direitos humanos.

Além de apresentar uma nova interpretação das raízes, o europeísmo e o eurocepticismo, que enfatizam as dimensões culturais e éticas da integração europeia.

Entenda o enredo desse assunto

Nos anos de 1946 a 1950, os movimentos pela unidade europeia surgiram das cinzas da Segunda Guerra Mundial e estavam no auge de sua influência.

Nesse período surgiu uma estreita janela de oportunidade para a liderança desses movimentos catalisar uma revolução na arquitetura internacional da Europa e assim moldá-la de acordo com suas visões cristãs conservadoras.

Com a Segunda Guerra Mundial, uma forte crise chegou na Europa e conservadores se viram em busca de um vocabulário moral comum, que fosse capaz de reforçar a confiança na ordem sociopolítica tradicional.

Família europeia

Falaram-se muito de uma recriação da “família europeia”, com laços precederam os da nação e cuja expressão política era uma união ou federação europeia.

Se imaginava que os europeus compartilhariam uma longa história de unidade cultural que remontava à Europa cristã unida da Alta Idade Média e da Renascença.

Para a comunidade europeia de povos, eles afirmaram, que foi unida por um compromisso compartilhado com a liberdade individual e o estado de direito.

Esses princípios não foram colocados como inovações liberais recentes, mas como parte da herança cristã e humanista da Europa.

A formação de uma união europeia marcaria de imediato o fim da era cataclísmica da guerra total e um retorno nostálgico à unidade perdida de uma época passada.

Reinvenção das tradições

Então com os direitos humanos foi oferecido um vocabulário ideal para essa reinvenção das tradições europeias, que ao mesmo tempo era universal e distintamente europeu.

Assim, os direitos humanos poderiam ser invocados como herança única da Europa, bem como seu maior presente para todo o mundo.

Seguindo essa linha de interpretação, para o europeu, ser livre para exercer os direitos humanos era ser alguém correto.

Dessa forma, tanto a Europa como a Europa Ocidental eram cada vez mais vistas como uma só, sendo a mesma coisa, à medida que os povos europeus do bloco soviético caíam sob a sombra de um novo despotismo oriental.

A construção dessa união de base europeia não era para de faro mergulhar todos em um futuro desconhecido ou até mesmo obriga-los a romper com o seu passado profundo.

Mas, antes, leva-los para a civilização novamente, algo mais esclarecido e harmonioso de seus ancestrais.

Perspectiva instrumental

De um lado diferente, uma perspectiva mais instrumental, os europeístas conservadores enquadraram suas iniciativas de direitos humanos de tal maneira que os sujeitos coloniais e comunistas não teriam o direito a status igual em uma nova organização europeia de estados.

Pois não eram considerados pertencentes à comunidade histórica dos povos europeus, que honrou a herança ética do Ocidente.

O mais famoso desses europeus conservadores foi Winston Churchill, cujo realismo foi associado a uma cosmovisão de livre mercado e à sensibilidade romântica cristã que muito contribuiu para moldar sua abordagem aos assuntos estrangeiros.