Nova filmagem “O Menino Que Queria Ser Rei” lembra clássico Rei Arthur de um jeito mais moderno

Já imaginou, em pleno século 21, um herói sofrendo bullying? Quem é que nunca ouviu falar do Rei Arthur? O guerreiro britânico da época medieval que defendeu a Grã-Bretanha com unhas e dentes ao lado de seu fiel conselheiro Merlin?

Tá, até aí tudo bem, mas o que esse homem lendário tem a ver com o filme lançado em 2019? É que o diretor e também roteirista Joe Cornish resolveu transformar Arthur no garoto Alex, de doze anos. No longa, a história se passa no Reino Unido do século 21. É tão atual que o garoto até sofre bullying na escola.

O enredo

Um dia, ele acaba encontrando a espada Excalibur em um canteiro abandonado de obras e ganha superpoderes ao retirá-la da pedra onde estava cravada.

Depois disso, o mago Merlin (olha aí outra coincidência com o Rei Arthur) aparece para Alex vestido como um menino normal e diz que a missão dele agora é derrotar a feiticeira Morgana com a ajuda de seus amigos.

Calma, que antes de continuar a narrativa para você, vamos fazer uma pausa pra falar do elenco.

  • Alex é Louis Ashbourne Serkis, filho do ator Andy Serkis (Star Wars, O Planeta dos Macacos…).
  • Merlin é interpretado por Angus Imrie (da série Kingdom).
  • E a malvada feiticeira é vivida por Rebecca Ferguson (Missão Impossível).
  • Ah! Os fãs de X-Men vão aproveitar Patrick Stewart, que faz o papel de Merlin mais velho.

A lenda

O filme dá um gostinho de “quero mais” no telespectador. Só de assistir ao trailer a gente percebe a semelhança com o clássico e a vontade do roteirista e diretor Cornish de tirar sarro da lenda.

Se for para comparar com algum sucesso, dá pra dizer que o filme segue a mesma linha de Stranger Things – um seriado que virou fenômeno entre a molecada e veio justamente pra isso: se diferenciar dos outros.

As inspirações

E os outros são muitos, principalmente se tratando de Rei Arthur. Foram muitas produções sobre ele. Alguns diretores acertaram a mão, mas outros acabaram deixando a desejar. Que tal a gente relembrar os que tiveram pontos positivos com os telespectadores?

– Excalibur – O filme foi lançado em 1981 e deu o que falar na época. Hoje é visto como um dos melhores que contam a vida do Rei Arthur. Sucesso de bilheteria com direito à indicação ao Oscar na categoria de melhor fotografia.

– A Espada Era a Lei – divulgada pela Disney em 1963, a animação retrata a lenda com os mínimos detalhes e termina “ao contrário” do que todo mundo esperava. A Excalibur é descoberta e Arthur coroado.

– Camelot – o musical também é datado da década de 60. Aqui, Arthur é mais velho, casado e faz parte de um enredo curioso para trazer à tona os Cavaleiros da Távola Redonda.

Outras que não deram muito certo…

Nem só de acertos vivem os seres-humanos, não é mesmo? Dizem que a gente tem que passar por cima dos nossos erros a fim de começar de novo numa boa. É por isso que a lista de fracassos com essa temática no cinema hollywoodiano é breve:

– Lancelot, O Primeiro Cavaleiro

– Rei Arthur

– Rei Arthur: A Lenda da Espada

Considerando as críticas positivas de O Menino Que Queria Ser Rei, o filme pode dar certo e não entrar para a nossa lista dos erros norte-americanos. Fato é que cabe a você decidir: será que veio com tudo e compete diretamente com o clássico?