Falta de pagamento de pais continua nas escolas em SP

A inadimplência nas escolas particulares em São Paulo se manteve em 2018. Não diminuiu, nem aumentou. No ano anterior, a inadimplência tinha recuado se comparada com 2016, segundo o Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo).

No ano passado, então, a taxa média no estado foi de 8,16%. O valor é o mesmo de 2017. Na capital, o índice também se manteve em 12%.  Mas o que isso quer dizer? Para Benjamin da Silva, presidente do Sindicato, esses números são considerados altos.

O melhor seria se eles não ultrapassassem os 5%. Isso porque a pressão financeira é grande e os custos são repassados a quem paga em dia também.

As contas de todo ano!

Todo ano começa com muita conta. IPTU, IPVA e boletos ligados às instituições de ensino também: material escolar, matrícula e mensalidade.

Mas, os pais que pagam em dia o tempo de seus filhos na escola acham injusto terem que arcar com as consequências de quem é inadimplente. Especialistas em finanças consultados pela reportagem dizem que é preciso ter planejamento.

 O objetivo principal é evitar as dívidas e conseguir pagar tudo o que deve com o orçamento que tem.

Inflação!?

A inflação dos serviços no ensino básico, no entanto, desacelerou em 2018. No ensino fundamental, foi 2,9 pontos menor que a de 2017. No médio, 3,2.

Marcos Valverde, do colégio Albert Einstein, diz que os reajustes têm coberto a inflação e o dissídio, mas tem havido melhora.

“Fechamos 2018 com 4% de atrasos e temos uma procura de 20% maior neste ano por cursos extras”. Ainda segundo ele, a falta de pagamento sobe em meses que antecedem o recebimento da primeira parcela do 13º salário. Nessa época, chega a 7% no colégio.

O presidente da instituição Bandeirantes, Mauro de Salles Aguiar, conta que o atraso por 30 dias no colégio é de até 3,5%.

A inadimplência mesmo é de 0,5%. Ele fala que os débitos de até três parcelas podem sim ser negociados, porém, se passam disso, são resolvidos pelos advogados. Fora isso, nenhum aluno com mensalidade devida é matriculado de novo.

A dificuldade das famílias… E a solução!

Esther Carvalho, responsável pelo Rio Branco, diz que teve que criar toda uma estrutura para identificar as famílias com dificuldade de pagamento e, assim, poder iniciar a negociação o quanto antes.

A inadimplência também pode influenciar diretamente não só no bolso das escolas, mas também no ensino delas. No cenário desfavorável, alterações e adaptações devem ser feitas.

Quanto mais organizada estiver a situação financeira da escola, menos ela sentirá os efeitos da falta de pagamento e da crise como um todo. Por isso é preciso fazer a reorganização das finanças para não deixar essa condição interferir na qualidade do que é passado aos alunos.

Alerta do Sieeesp        

Em seu portal, o Sieeesp observa que os gestores educacionais devem permanecer atentos a seus sistemas de gerenciamento de cobrança, mas que, ao mesmo tempo, não podem se esquecer das normas determinadas pela lei federal, que trata dos contratos escolares nas escolas particulares.

Isso significa que não pode haver qualquer constrangimento ao aluno no que é relacionado às cobranças.

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