Facebook deu acesso às nossas mensagens privadas e mais um monte de dados

Fundado em fevereiro de 2004, o Facebook é uma rede social virtual que tem mais de 1 bilhão de usuários ativos e 2,2 bilhões no total (considerando os inativos), se consolidando como a maior rede social do mundo.

Com bilhões de usuários, a empresa tem acesso a muitas informações de nossas vidas, afinal, muitas pessoas compartilham momentos e informações para todos, até mesmo através de mensagens privadas.

Em uma investigação do jornal nova-iorquino “The New York Times” foi divulgado que o Facebook, liderado pelo seu dono Mark Zuckerberg, compartilhou dados dos usuários sem o consentimento dos mesmos, conseguindo desta forma atingir um modelo de negócio da empresa.

O jornal se baseou em mais de 270 páginas de documentos internos do Facebook. Entenda isso!

Compartilhamento de Dados sem Consentimento

O Bing, uma ferramenta de busca da Microsoft que é a concorrente do Google, foi uma das empresas que tiveram acesso graças ao Facebook, que permitiu que o mesmo visse todos os nomes de amizades dos usuários.

Já às empresas Spotify e Netflix, o Facebook cedeu o acesso às mensagens privadas, o chamado inbox, inclusive com as empresas podendo ler e até apagar as mensagens.

A reportagem do jornal The New York Times foi assinada por Nicholas Confessore, Gabriel JX Dance e Michael LaForgia.

E ainda ressaltou que esses privilégios concedido para as empresas iam além do que elas precisavam em seus sistemas, sendo um abuso.

Vale recordar que há 6 anos, a empresa Yahoo também recebeu esse privilegio, como ressalta o New York Times na publicação: “O Yahoo poderia visualizar feeds em tempo real de posts de amigos para um recurso que a empresa encerrou em 2011”.

Ao todo, mais de 150 empresas tiveram acessos aos dados disponibilizados pelo Facebook, sendo do ramo de tecnologia.

O que as empresas falaram sobre o assunto?

Segundo os funcionários da Microsoft, o motivo do Bing utilizar as informações é para poder construir um perfil de cada usuário nos servidores da empresa, porém, negaram em fornecer mais detalhes.

O Spotify, através de um porta-voz, ressaltou que a empresa não tinha noção do tamanho do poder que o Facebook estava concedendo e que não tinham o conhecimento dos recursos que estariam disponíveis a eles.

Já a Netflix afirmou que o recurso foi utilizado para que todos os membros da plataforma pudessem sugerir filmes e séries aos seus amigos pelo Facebook, porém, que a empresa não acessou em nenhum momento as mensagens privadas dos usuários e que nunca cogitaram pedir tal recurso ao Facebook.

O perfil oficial da Netflix no Twitter, o @netflix, ainda ressaltou a sua posição em um comunicado no dia 19 de dezembro, às 4h33. “A Netflix nunca pediu, nem acessou mensagens particulares de ninguém”, disse em comunicado.

Oficialmente, o Facebook também se pronunciou através do seu diretor de plataformas, o senhor Konstantinos Papamiltiadis, que disse que a empresa apenas forneceu as informações para ativar recursos aos próprios usuários.