Exposição sobre epidemias foi apresentada na Praia do Leme

A praia do Leme é um local bem visitado, com turistas e pessoas que moram ao redor, mas quem foi visitar o local em finais de semana no mês de fevereiro, encontrou uma situação que aparenta ser fora da anormalidade…

Uma exposição norte-americana sobre epidemias.

Leme – Rio de Janeiro

A exposição!

Próximo à praia, em uma praça, alguns alunos e professoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) se apresentavam.

Todos da área de microbiologia, eles guiavam todos os visitantes até a exposição, que é denominada como “Outbreak: Epidemias em um Mundo Conectado”.

O local da exposição causa reações estranhas, mas é essa a ideia mesmo dos idealizados, que por isso optou pela escolha para receber os direitos autorais de toda a obra.

A obra está sediada no Museu de História Natural de Washington, onde ficará até 2021.

Amostragem

Todo o material que está exposto na praia do Leme foi apenas uma amostra bem compacta de toda a versão completa da obra, mas nem por isso se torna algo com um interesse menor.

Todos os visitantes que passarem por lá já vão poder vestir-se como epidemiologista em uma área de risco, inclusive com a capa preta, para que vejam todas as bactérias luminescentes.

Isto é: aquelas contribuem para que os pescadores possam atrair peixes pela luminosidade e assim possam compreender e entender o funcionamento dos antibióticos e das vacinas.

Posteres

Durante toda a exposição foram usados 10 pôsteres que começam com uma necessidade de compreensão da saúde, que é parte de todo o sistema em que vivemos.

Tatiana Abreu Pinto, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenadora do projeto, explicou que o fato das doenças chegarem e se estabelecerem, ficando em circulação entre todos os seres humanos e isso é uma consequência dos nossos hábitos mesmos.

A coordenadora ainda ressaltou que uma das formas de evitar essas epidemias é com a utilização de forma correta dos antibióticos.

Ainda segundo ela, o tratamento é algo longo, pois necessita garantir que a droga vai realmente eliminar as bactérias que, por exemplo, provocam a dor na garganta.

Cuidados

Em caso de pausa na medicação de forma equivocada, antes da hora certa, as bactérias acabam se proliferando e pode surgir a superbactéria, que são microrganismos ainda mais resistentes a medicação. 

Segundo as informações, mais um exemplo que serve para entender o fato de estarmos conectados todos na doença é pelas vacinas, pois se uma área tem muitas pessoas imunizadas, quem não tomou a sua vacina também acaba protegido.

Em 1980, em uma campanha global de vacinação contra varíola, fez erradicar a doença que era a responsável por matar muitas pessoas no século.