Evo Morales e outras pessoas cafonas

Ontem Evo Morales, presidente de um país qualquer que fica entre o Brasil e o Oceano Pacífico, foi recebido pelo sempre bem vestido Papa Bento XVI no Vaticano. Conversaram 25 minutos. Tempo suficiente para Evo soltar uma de suas bombas culturais. Ele “só” pediu para o Papa abolir o celibato e permitir mulheres no sacerdócio. Apenas isso. Ele achou ser o Martinho Lutero da América Latina, o teólogo de la revolucion. Placebo. Ele é só um presidente mal vestido de um país inexpressivo. O Papa, vestindo Prada, deve ter olhado para ele e pensado: “sai daqui aborígene cafona”.

Por falar em gente cafona, a candidata a presidência pelo PV, Marina Silva, afirmou pelo twitter que vai virar uma jaguatirica, numa brincadeira serelepe com alguém. Jaguatirica? Tive que jogar no Google para me lembrar o que era uma jaguatirica. Comentário cafona e desnecessário.

Agora, cafona mesmo é afirmar que tirou o fim de semana para visitar o Feirão da Casa Própria, que aconteceu aqui em São Paulo. Meu Deus, o que era aquilo. Milhares de pessoas do proletariado, ermeticamente fechados na feira, correndo atrás de um puchadinho na região agreste da Capital. Tudo isso devidamente parcelado em 30 anos. Mas eram umas casas a venda em regiões tão longe, mas tão longe, que as notícias da região só passam no Globo Rural. Aliás, comprar casa nesses feirões é puro placebo. Você compra e expulsa uma família devedora da casa comprada. Lembre-se que você pode ser o próximo a ser expulso dessa casa.

Por hoje é só. Amanhã temos mais economia, política e cafonisses.