Em um ano, número de praias ruins ou péssimas cresce 20% no Brasil

Moramos em um país tropical que, como dizem, é abençoado por Deus e bonito por natureza. A letra da música “País Tropical”, de Jorge Ben Jor, fala sobre as belezas do Brasil, um local que é recheado de belas praias, locais bonitos e que atraem os turistas.

Porém, essa beleza vem sendo prejudica e estragada pelos homens. Afinal, do que adianta um local belo, abençoado por Deus, se os seres humanos estão mudando essa visão com atitudes que poderiam ser evitadas e assim preservar a natureza?

A notícia mais recente é bem ruim: segundo um levantamento feito pela Folha, um dos veículos de maior tradição no Brasil, o número de praias com qualidade consideradas péssimas ou ruins cresceu entre o ano de 2017 e 2018!

A pesquisa

O aumento do número dessas praias chegou ao triste número de 20%. Para ser mais exato, são 399 praias irregulares, das 1.188 monitoradas pelo estudo.

Os dados ainda apontam que, as praias boas caíram de 502 para 425, uma perca considerável. Já as regulares, subiram de 354 para 364, não que isso seja bom, pois nestes números estão algumas que eram boas.

Em porcentagens, a pesquisa chegou à conclusão que 36% das praias no Brasil são boas, um número bem triste, pois é pequeno frente ao que poderia ser. As regulares correspondem a 31%, enquanto 18% são péssimas e 15% ruins.

As praias que não registrarem um número acima de 1 mil coliformes fecais a cada 100 ml de água por semana na análise e em até 4 semanas anteriores são consideradas próprias, e acima disso, improprias.

O método utilizado para a pesquisa da Folha foi o do Órgão Ambiental de São Paulo e, ao todo, foram apuradas praias que se encontram em mais de 13 estados, excluindo Sergipe, Piauí, Amapá e o Pará, pelo fato de não realizarem medições nas suas praias.

Números por Estados

O estado de Pernambuco foi um dos que apresentaram os piores números, já que tinha 12 praias em condições consideradas boas em 2016, mas em 2 anos viu esse número cair para apenas 1, sendo a do Tamandaré, localizada no litoral sul.

Recife é a única capital do Brasil sem nenhuma praia com água apropriada e é uma das mais frequentadas também.

No Estado de São Paulo também tivemos quedas. A famosa Ilha Bela, onde recebe milhares de turistas, tem apenas 2 pontos considerados bons. Já Ubatuba, que é próximo de Ilha Bela, conta com 16, um dos melhores números, porém, antes eram 22 em 2016.

São Sebastião, coladinho em ambas, registra apenas 9 bons pontos, uma queda de 11 para o último levantamento há 2 anos. No Rio de Janeiro, temos um crescimento, saltando de 3 para 7 praias em boas condições.

Em Santa Catarina, o estado caiu e agora começa a desenvolver projetos de despoluição das águas. O número é ainda mais triste nas praias que eram consideradas boas, mas em 2 anos foi para o índice péssimo.

São os caros de Retiro, em Angra dos Reis; Paraty Mirim e Pontal, em Paraty; e a Lagoa de Itaúna, em Saquarema.