Doença rara provoca surdez seletiva, doença que pode aparecer da noite para o dia

Já pensou acordar um dia e perceber que parou de ouvir alguns sons? Sim, isso não é tema de filme de terror e nem de suspense é uma doença que realmente pode acontecer com qualquer pessoa. E trata-se de uma doença chamada de “surdez seletiva”, já que isso tem a ver apenas com alguns sonos.

Foi o que aconteceu com uma mulher na China. Uma noite ela começou a sentir um zumbido no ouvido, vomitou e, aí, de repente parou de escutar a voz do namorado. Assustada, resolveu procurar o hospital. Lá, a médica Lin Xiaoqinga descobriu que a mulher estava com perda auditiva de inclinação invertida.

Isso porque a paciente ouvia todas as orientações da médica, mas deixava de escutar sons de baixa frequência, como as vozes de homens, zumbidos de aparelhos eletrônicos e até mesmo os trovões. Então, outros funcionários tentavam conversar com a chinesa e ela simplesmente não conseguia ouvir.

Por quê?            

Agora, a pergunta que se faz (tanto os curiosos como os estudiosos) é: por quê isso acontece? Será que há uma explicação médica ou científica para isso? Na verdade, são vários fatores que se unem para responder a essa pergunta de forma completa.

Mas, a mistura de estresse e de falta de dormir podem ter sido os principais mortivadores nesse caso.

Então, se você passa horas acordado e anda bem nervoso com a vida, fique esperto e mude os hábitos a partir de agora mesmo se quiser evitar esse tipo de doença, que é considerada tão desconhecida como assustadora.

sso chama a nossa atenção porque normalmente essa doença é hereditária e tem a ver com a síndrome de Wolfram e a displasia Mondini, que acometem pacientes que sofrem com diabetes e que tiveram algum problema no interior do ouvido, respectivamente. 

O tratamento

O melhor remédio para a chinesa, segundo a médica, é um bom período de descanso. Só assim a capacidade auditiva dela poderia melhorar aos poucos. Sendo assim, o tratamento é simples e pode ser eficaz, mas isso vai depender da mudança de hábito dos pacientes.

Quem sofre com essa doença não percebe que ouve diferente das pessoas com audição normal, por isso é complicado o diagnóstico. É como o daltonismo: até a pessoa daltônica estudar sobre as cores, ela não consegue diferenciar se enxerga tudo direitinho ou não.

Não é como se alguém chegasse e falasse: você tem isso ou aquilo. As pessoas que sofrem com esses sintomas apresentados, tanto da surdez como do daltonismo, acabam diagnosticando a própria doença com o passar do tempo – ou pode ser, também, que isso nunca aconteça.

Da China para o Brasil  

Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 5% das pessoas no mundo sofrem com problemas auditivos incapacitantes, exatamente como esse da surdez seletiva, que é desconhecido para muita gente.

No Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde e do IBGE, quase 10 milhões de pessoas foram diagnosticadas com deficiências auditivas até o fim do ano passado, 2018.