Ciência afirma que o sofrimento psicológico impulsiona o risco de demência

O periódico Journal of Alzheimer’s Disease realizou uma série de pesquisas, na qual os resultados apontaram que ter sofrimento psicológico pode ser um grande fator de risco para desenvolver demências.

Segundo a pesquisa, esse tipo de sofrimento engloba diversos problemas que já são bem conhecidos por todos, como por exemplos, irritabilidade, depressão, ansiedade, reações a “estressores” externos da vida cotidiana, e também o EV, que é o esgotamento vital.

Sintomas!

Com sintomas semelhantes a uma fadiga, mas incomum, com aumento da irritabilidade e desmoralização, a exaustão vital pode desenvolver no corpo como uma possível resposta a alguns problemas insolúveis na vida de um ser humano.

– Principalmente quando a pessoa é incapaz de se adaptar a uma exposição prolongada a estressores.

Qualquer um desses sintomas, se forem sentidos em alguns períodos mais específicos da nossa vida, pode acabar afetando toda a nossa a saúde cognitiva, pois a resposta fisiológica ao estresse quando é desencadeada.

E isso acaba promovendo uma promoção na produção excessiva de cortisol, o que pode acabar desenvolvendo em danos no hipocampo e até afetar a nossa função cognitiva.

Outras doenças!

Os outros estudos já feitos pelo mesmo jornal, já havia feito uma relação do esgotamento vital à uma doença cardiovascular, como uma síndrome metabólica, mortalidade, doenças pulmonares obstrutiva crônica, contagem plaquetária elevada e até mesmo um ganho maior de peso, o que pode causar em riscos de desenvolver a obesidade.

Esgotamento Vital!

Já com as novas pesquisas, foi mostrado que o EV tem um papel que é diretamente ligado no aumento do fator de risco para o desenvolvimento da demência.

Quase sete mil pessoas foram analisadas pelos pesquisadores do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, onde responderam perguntas simples, mas em estado de exaustão vital, entre os anos de 1991 a 1994.

Todos os participantes tinham uma média de idade na casa dos 60 anos.

Todas as informações obtidas foram vinculadas com alguns registros hospitalares, onde analisaram a mortalidade e prescrição nacional, buscando identificar todos os casos de demência.

Todos os participantes que toparam realizar a pesquisa, recebeu um acompanhamento até o final do ano de 2016.

Dentre os voluntários da pesquisa, 872 casos de demência foram registrados.

Segundo Sabrina Islamoska, estudante do Departamento de Saúde Pública da universidade, eles buscaram essa relação entre o número dos sintomas de EV com a demência, e teve um aumento de 2%, com os participantes da pesquisa com relatos de cinco a nove, chegando a um risco 25% maior de desenvolver demência do que os que não tinham esse sintoma.

Quem chegar de 10 a 17 nos sintomas, chegaram a 40$ no nível de risco de demência, em comparação sempre com os sem sintomas.

Ainda de acordo com Sabrina Islamoska, os pesquisadores ficaram preocupados com os sintomas de exaustão vital, pois é um sinal precoce de demência.

Segundo os pesquisadores, toda essa pesquisa mostra como é importante buscar identificar e considerar indicadores para o sofrimento psíquico na prevenção de uma doença ainda mais grave no futuro.