Peixe da Amazônia:Poraquê

Peixe típico da Amazônia

prato típico

O poraquê é um peixe misterioso dos rios da Amazônia, existem várias histórias sobre ele, das mais engraçadas as mais dramáticas, é uma espécie de peixe actinopterígio, podendo chegar a três metros de comprimento, e cerca de 30 quilos.

É uma das conhecidas espécies de peixe-elétrico, com capacidade de geração elétrica que varia cerca de 300 volts a cerca de 0,5 ampère, até cerca de 1.500 volts a cerca de 3 ampères. Em muitas das histórias narradas pelos ribeirinhos, uma das mais conhecidas retrata que quando a sombra do pescador ou mesmo o seu reflexo está na água, se um poraquê passar por ela, o pescador acaba levando um choque instantâneo, por isso os pescadores mais crentes  preferem sair para pescar a noite, com medo de levarem um choque e caírem na água.

Origem do nome do peixe poraquê

O nome poraquê vem da linguagem indígena tupi, e quer dizer; o que faz dormir, ou o que entorpece, dada às descargas elétricas que produz, é chamado também por outros nomes como enguia elétrica, muçum-de-orelha, pixundé, pixundú ou simplesmente peixe-elétrico.

É um peixe típico da bacia amazônica, mas também é encontrado nos rios do Mato Grosso, e em quase toda a America do sul, é um peixe que desperta a curiosidade dos pesquisadores, suas descargas elétricas são produzidas por células musculares especiais modificadas; chamadas de eletrócitos, sendo o conjunto deles denominado mioletroplacas. Cada célula nervosa típica gera um potencial elétrico de cerca de 0,14 volt. Essas células estão concentradas na cauda, que ocupa quatro quintos  do comprimento geral do peixe, que a usa para defesa e ataque, quando se sente ameaçado.

Descarga elétrica emitida pelo peixe é temida pelos moradores

A maior parte dessa energia expressiva é canalizada pelo ambiente, não afetando o indivíduo,  o qual possui adaptações especiais em seu corpo, ficando assim como que isolado de sua própria descarga.

De certa maneira, o poraquê comporta-se como uma bateria elétrica. Seu pólo negativo está localizado na parte da frente e o pólo positivo na parte de trás do corpo do animal. O choque é mais forte quando ambos os pólos tocam na vítima ao mesmo tempo.

Nos rios da Amazônia é o único peixe que produz essa quantidade de descarga elétrica, por isso é muito temido pelos ribeirinhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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