Cadu já está preso

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, é o principal suspeito do assassinato do cartunista Glauco Villas Boas e seu filho Raoni. Cadu já está preso e afirmou em depoimento que acabou “com a própria vida” ao cometer os assassinatos. Cadu afirmou que depois de matar o cartunista e seu filho se deu conta de que “o bagulho melou”.

Depoimento de Cadu

Os detalhes do depoimento são revelados pelo delegado Archimedes Cassão Veras Júnior. Ele viajou à cidade do Paraná para interrogar o suspeito na terça e voltou no mesmo.

Após cometer o crime, Cadu fugiu pela estrada que dá acesso ao local e entrou na mata. Saiu de lá por volta das 5h, quando conseguiu pegar um ônibus e ir para Campo Limpo. Cadu conseguiu comprar a arma do crime e a munição com dinheiro de sua avó. Em seu depoimento, Cadu afirmou: “Tive tempo para arquitetar meu plano”.

Suspeitas sobre Felipe Iasi

Sobre Felipe Iasi, que o acompanhou ao local do crime, Cadu afirmou que Felipe foi obrigado a levá-lo até a casa do cartunista Glauco. Antes de sair de sua casa, Cadu telefonou para Raoni, para saber a que horas ele chegaria em casa – uma precaução para que seu plano não tivesse problemas.

Felipe é acusado de ter levado Carlos Eduardo Sundfeld Nunes,  à casa do cartunista Glauco Villas Boas. “Não existe nenhuma prova contra a versão do Felipe, estamos muito tranquilos e não vejo possibilidade de indiciamento. Ele está à disposição da Justiça, como sempre esteve”, afirmou Paulette.

Felipe alega que foi rendido e obrigado a levar Cadu até a residência de Glauco sob a mira de uma arma. Ele diz que não deu ajudou Cadu a fugir nem testemunhou o duplo homicídio, versão contrariada pela família de Glauco. Beatriz Galvão afirmou que Felipe teria assistido a tudo sentado no sofá e que ele teria ido embora com Cadu. De acordo com o advogado, já existem provas de que a versão de Felipe é correta, apesar de ele não esclarecer quais.

Conheça Carlos Eduardo

Cadu está preso em Foz do Iguaçu desde a tentativa de cruzar a fronteira do Paraguai. Na fuga em um carro que foi roubado em São Paulo, ele resistiu à abordagem da Polícia Rodoviária. Carlos Eduardo Sundfeld Nunes não estuda nem trabalha e estava envolvido com drogas.

Carlos Eduardo teve uma infância complicada. A mãe tinha distúrbios psíquicos e se separou do pai quando ele tinha 5 anos. Cadu foi morar com os avós em um bairro de classe média alta de São Paulo. Cadu sempre estudou nas melhores escolas particulares. Era um bom aluno, mas na adolescência se tornou indisciplinado e deixou a escola com notas baixas. Foi aprovado no curso de artes visuais e direito em Goiânia, mas não concluiu nenhuma faculdade.

Uma tia do Carlos disse que ele se envolveu com drogas por volta dos 15 anos. A família sabia que ele era usuário de maconha. Segundo a tia, Edu sempre foi muito carinhoso, nunca teve namorada fixa e tinha tendências depressivas.

“De um tempo pra cá, todos percebiam uma mudança muito grande de comportamento do Carlos Eduardo, Teve dias de o pai dele chegar na casa, ele estar ajoelhado pras plantas, dizendo ‘eu sou Jesus, você é Maria, e as plantinhas são Deus’”, afirma o advogado.

A viúva de Glauco confirma que ele procurou a igreja para se livrar das drogas e diz que no último ritual ele parecia estranho. “O Glauco achou que ele tava falando meio alto e deu a ordem pra não darem mais daime pra ele. Aí ele nunca mais apareceu”, diz Ana Beatriz Galvão.

Influencia do Daime

O psiquiatra diz que só uma avaliação médica pode determinar se Carlos Eduardo teve um surto no dia do crime. “Se o pai tem um transtorno mental, o filho tem um maior risco de ter um transtorno mental. Se o paciente já tem uma predisposição e usa drogas, isso pode ser devastador mesmo”, explica o psiquiatra.

O chá utilizado no ritual do Santo Daime não causa reações violentas em seus usuários. A droga, no entanto, pode causar reações adversas em pessoas com distúrbios mentais. Cadu sofre de esquisofrenia, segundo relatam parentes que não quiseram se identificar.

O chá de ayahuasca é ministrado em rituais de Santo Daime e causa alucinações em quem consome a bebida. O efeito dura de quatro a oito horas.


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