A trajetória do Rock: Parte II

História do Rock

A cultura anglo-saxônica  e protestante da época da colonização americana teve um choque musical cultural tremendo com a música tribal dos escravos africanos, que eram usados em trabalhos braçais nas fazendas, senzalas e plantações nas regiões do delta do Mississipi.

Diga-se de passagem, que os negros roubados e seqüestrados da mãe áfrica, eram tratados com hostilidade nesse período da história americana, e mesmo com toda a pressão sofrida durante anos de perseguições, os negros escravos e seus descendentes não abdicaram de seus costumes, cultura e principalmente de sua música.

Assim iam inventando seus próprios sons e códigos sonoros que não eram entendidos ou mesmo compreendidos pelos brancos da época, como os negros eram proibidos de freqüentarem locais públicos reservados aos brancos, eles tiveram que ir se adaptando e criando seu próprio universo, e foi através dos seus cultos negros religiosos denominados mais tarde de música gospel que surgiriam as canções de protestos e contos folclóricos batizadas de Blues.

Caracterizado por ser um canto quase que sempre de tristeza e aflição, revolta e aceitação, o blues cantava o desejo dos negros roubados da mãe áfrica de voltarem para o seu continente, mesmo sabendo que todo esse desejo não passava de uma utopia cantada em tons graves.

rock

A influência do ritmo

Era um ritmo que rasgava completamente os sentidos de quem o ouvia, e esse corte acontecia devido à marca registrado do blues, ou seja, a blue note, que dá a tonalidade triste e melancólica ao ritmo negro. Os brancos mais conversadores e racistas a denominavam como dirty notes (notas sujas), pois agrediam os ouvidos da classe dominante.

Com o tempo foram sendo incluídos aos blues instrumentos tipicamente europeus como pianos, trombone e clarinetas. E nisso o blues acabou se fixando em 12 compassos divididos em três partes iguais, com um diferente acorde para cada parte, seguindo o ritmo natural da fala.

Entre os cantores de blues mais ousados e lembrados até hoje tanto pela musicalidade quanto pelas histórias que o cercaram, está Robert Johnson, que era uma espécie de estrela negra numa constelação branca, Robert Johnson tinha uma postura ousada com uma sexualidade caótica e cinicamente prepotente. Entre suas obras está o clássico Crossroad blues.

 

 


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