A Magia das Árvores

Culto às  Árvores

O culto às árvores é uma das primeiras formas que surgiram de  religião.
A árvore, símbolo sagrado para vários deuses e deusas, representa a vida e a Imortalidade. Na história, existiram várias associações mitológicas entre deidades e árvores, como a de Apolo
e o louro, Attis e o pinheiro, Atena e a oliveira, Osíris e o cedro, Júpiter e o grande carvalho.
A árvore é o símbolo mais poderoso e majestoso de vegetação, teve papel importante em várias lendas da antigüidade. Acreditava-se que várias deidades, tanto do panteão grego com o do romano, tinham nascido sob árvores, e, vários mitos e fábulas, heróis incontáveis (e também deuses) eram magicamente transformados em árvores como resultado da pela ou da ira dos deuses poderosos.

As árvores na Antiga Religião

A árvore é um dos símbolos tradicionais mais essenciais, e seu culto tem sido parte importante e altamente influente na história da religião de quase todas as raças sobre a face da Terra.
No culto às árvores de muitas culturas pagãs antigas, a maioria delas era tida como feminina, e sua seiva, oferecida em cálices dourados aos deuses. Acreditava-se que todas as suas partes possuíam poderes místicos.
As árvores eram símbolo essencial da religião caldéia. Símbolos em forma de árvore foram encontrados nos templos
antigos e em cilindros gravados, e há descrições deuses de ramos tanto nas cerimônias religiosas como mágicas nos textos dos caldeus.

Na antiga Ática, durante rituais à Dionísio, as árvores eram cobertas com vestes e jóias para representar o deus. Essa prática era também comum em outros festivais gregos (e também romanos).
Mesmo após muitos pagãos terem sido convertidos ao Cristianismo, as pessoas continuaram a dedicar oferendas  para árvores. Isso porque, suas conversões foram feitas, em sua
grande maioria, sob pressões e ameaças de tortura, segregação e  morte. Esses “novos pagãos ” continuaram a louvar seus deuses em segredo, e a oferecer presentes as árvores.

Árvore da Vida

O folclore e as mitologias de várias culturas diferentes em todo o mundo contém uma gigantesca árvore da Vida, que  a essência de todas as árvores e cujos frutos conferem a imortalidade quando comidos pelos mortais.

A  árvore da Vida, na lenda nahua, era a piteira, uma planta tropical que se dizia ter sido descoberta pela deusa de 400 troncos Mayauel. De acordo com a antiga religião asteca, o “leite” da piteira fora utilizado pelo deus de cabeça de cachorro, Xolotl, para nutrir o primeiro homem e a primeira mulher criados pelos deuses.

Na Cabala, a árvore da Vida é um diagrama místico de Deus, do homem e do universo, e até na Bíblia (Gênesis, capítulo II) existe  menção da árvore da Vida que crescia no Jardim do Éden junto com a árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que originou o fruto proibido.

De acordo com a lenda dos chineses, indianos e sul-americanos, as almas dos mortos ascendem ao reino do paraíso pelo tronco de uma árvore da Vida sagrada.

A macieira era a árvore da Vida adorada pelos antigos celtas. A chinesa era tanto o pessegueiro como a tamareira. A dos semitas era tamb�m a tamareira, e a árvore da Vida na história do “Jardim do Éden”, da Babilônia, era a palmeira.

Na Índia, a árvore da Vida sagrada (Asvattha) era a figueira. Como o Yggdrasil, seus galhos atingiam o céu, e suas raízes desciam as profundezas do submundo.

A figueira é tida como a árvore da Vida por muitos povos, sendo com freqüência adorada como a árvore do Conhecimento.

Os kayans do Born�u Central acreditam que se originaram dos ramos e das folhas de uma árvore da Vida milagrosa que, no início dos tempos, caiu dos c�us na terra.

Bosques Sagrados

No Antigo Testamento existem numerosas referências a bosques sagrados e a altares neles erigidos.

Na mitologia grega, um oráculo do deus Zeus estava localizado num bosque sagrado de carvalhos. Um bosque sagrado em Dodona possuía o dom da profecia, e os fogos das vestais que ardiam no bosque consagrado em Nemi consistiam de varetas e galhos de carvalho.

Uma árvore grande dentro de um bosque sagrado representava a deidade masculina dentro da Deusa, tanto como filho quanto como amante, e o ato de quebrar um dos seus galhos significava o mesmo que ameaçar o deus de castra-lo.

Nos bosques de Diana, em Nemi, os reis sagrados combatiam os inimigos que ousavam quebrar um galho das árvores sagradas. Os sacerdotes patriarcais temiam os bosques sagrados e os consideravam perigosos e maus. Aqueles que os tentavam destruir eram punidos com uma maldição  da Mãe-Deusa, como aparece em vários mitos moralizantes, como o de Erisichton, que foi transformado num mendigo sujo e desgraçado pela ira da deusa Demeter.

O bosque sagrado de ciprestes, em Filos, no Peloponeso, era um abrigo para os que escapavam da prisão, e os ramos das árvores ficaram repletos de algemas e correntes dos fugitivos da Justi�a.

As sete árvores sagradas do bosque irlandês eram o vidoeiro, o salgueiro, o azevinho, a aveleira, o carvalho, a macieira e o amieiro. Seus dias sagrados e correspondências planetárias são:

Árvore Dia Planeta
Vidoeiro Domingo Sol
Salgueiro Segunda-feira Lua
Azevinho Terça-feira Marte
Aveleira Quarta-feira Mercúrio
Carvalho Quinta-feira Júpiter
Macieira Sexta-feira Vênus
Amieiro Sábado Saturno

O santuário druida mais conhecido era o bosque sagrado em Derry. Protegido também pelo medo de uma maldiçao, seu nome mágico é  até  hoje invocado na frase dos bardos “Hey Derry Down”, no coro das antigas baladas celtas.

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