A geração do LCD

O livro “1984”, do escritor inglês George Orwell, é considerado até hoje uma das grandes obras premonitórias da literatura. Lançado em 1949, uma das premonições do autor tem chamado atenção hoje: As telas.

Em “1984”, quase todos os ambientes contavam com uma espécie de tv chamada “teletela”. De um lado o equipamento exibia imagens de programas controlados pelo governo, de outro, servia como um instrumento de espionagem secreta, captando tudo aquilo que os espectadores estavam fazendo e até mesmo pensando.

Claro nossas tvs ainda estão longe de ser iguais as imaginadas pelo autor e nossa programação não é nem de perto parecida com a do livro. Mas ele imaginou algo que não temos nos dados conta: A nossa prisão as telas.

Hoje boa parte de nós não conseguimos ficar mais de 24 horas longe do LCD e claro se você esta lendo este post é porque esta em frente a uma tela neste momento.

Hoje uma das nossas tarefas diárias mais comuns é conferir os últimos e-mails antes de sair de casa, às vezes fazemos isso antes mesmo de uma xicara de café pela manha, normalmente pelo nossos smartphones.

No trabalho vem a nossa maior jornada frente ao LCD: Passamos aproximadamente oito horas por dia em frente a nossos computadores, debruçados sobre planilhas e PDFs.

Se você usa ônibus para voltar do trabalho muito provável que gaste mais algumas horas em frente ao smartphone e gaste mais um tempinho perante o LCD, curtindo algum joguinho novo ou simplesmente escolhendo quais as musicas você quer ouvir. E em casa normalmente a coisa não é diferente: quando não estamos em frente aos computadores estamos presos a TV.

A sensação é que estamos presos ao display de cristal liquido. Passamos até mesmo as nossas horas de folga de frente as telas e cada dia deixamos mais de lado nossos livros, bicicletas e afazeres por alguns momentos na internet.

Até mesmo em casa damos mais atenção a nossas telas que a nossos livros

Nada contra a tecnologia, a internet, aos jogos ou e-books, na verdade eu vivo disso e amo tudo isso. Mas até que ponto estamos deixando de lado coisas que antes eram tão importantes para nós para ficar em frente as telas?

Até mesmo as nossas fotos, que antes eram registros dos nossos momentos importantes, agora são meros post comentados no facebook. Hoje configuramos facilmente todos nossos contatos do iPhone, Android, ou qualquer outro celular sem problemas, mas já não temos a mesma familiaridade com os sumários dos livros ou com o formato de jornal.

1984 não estava errado. As telas dominam nosso pensamento.

As “Teletelas” de George Orwell sabiam o que os personagens estavam pensando e as nossas telas não são muito diferentes: sabem o que queremos, quando queremos, o que estamos pensando (se é que estamos verdadeiramente pensando). Elas sabem quando estamos entediados e logo nos apontam um novo app lindo e empolgante capaz de voltar novamente toda nossa atenção a elas.

Infelizmente nossa geração pertence ao LCD, ao super amoled, a retina display. George Orwell e sua teletela certamente não estava de todo certo mas ao mesmo tempo não estava de todo errado.


Colunista
Glauber Santos é pai em tempo integral da menina mais linda do mundo. Tira umas 8 horinhas por dia se aventurando como engenheiro para ganhar o leite das crianças. No tempo vago é amante de tecnologia e inovação. Escreve sempre quando pode para o Dicazine e as vezes se aventura com desenvolvimento de hardware, software e automação. É fã do Windows 8 e um apaixonado por Windows Phone.
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